terça-feira, 5 de agosto de 2008

Minha medalha de ouro

Encontrar tempo para fazer um curso sempre foi um problema que encontrei depois que passei a ser editor na Folha Online. Por diversos fatores sempre procurei assumir compromissos que pudesse cumprir.

Mas esta semana resolvi mudar isso. Ontem começei a participar do 9º Curso Desenvolvimento Humano para Jornalistas da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), com apoio do Instituto Ayrton Senna.

Apesar do curso ser totalmente on-line, encontrar um "tempo livre" vai ser o desafio. Meu blog que o diga.

Isto é só o começo. Na próxima semana, às terças e quintas, começo outro curso. Vamos ver no que vai dar.

Tempo livre para um jornalista é como uma medalha de ouro para um atleta. Eu, pelo menos, procuro ocupar ele com outras atividades que não sejam ligadas a minha profissão. Assim procuro ter uma vida "fora" da redação.

Quando comecei o blog achei que conseguiria escrever todos os dias. Assunto não falta, mas como meu tempo livre é sempre após meu expediente, por isso a pouca atualização. Ainda mais com este segundo semestre atípico.

Agora terei que cultivar e me doutrinar a usar meu "tempo livre" pelas manhãs de outra forma. Uma delas será dividir este tempo entre cursos, blog e afins.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Saindo da mesmice

O debate realizado pela TV Bandeirantes na noite desta quinta-feira com os candidatos à Prefeitura de São Paulo tinha tudo para cair na mesmice senão fosse Soninha Francine.

A candidata do PPS mostrou que é possível fazer um debate de forma inteligente e de alto nível, sem apelar para troca de acusações e ideologias políticas.

Segura e firme sempre que questionada, Soninha mostrou que conhece bem os problemas da cidade e não usou seu tempo para fazer promessas que não poderá cumprir em um eventual governo.

Nem na hora que tentaram usar o fato de ela ter ido ao debate de bicicleta foi suficiente para Soninha entrar no jogo das acusações.

Quem conhece Soninha sabe que ela é uma das defensoras da utilização da bicicleta como meio de transporte.

Marta Suplicy, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab preferiram seguir a chatice que este tipos de programas oferecem ao eleitor e seguiram a risca o roteiro preparado por seus staffs. Atacar o adversário e culpar administrações passadas pelos problemas da cidade. Já Paulo Maluf, preferiu seguir a linha "Lula, paz e amor".

Os outros candidatos participantes do debate Ivan Valente (PSOL), Ciro Moura (PTC) e Renato Reichmann (PMN) foram meros figurantes.

Espero que os demais postulantes ao prédio do Banespinha se espelhem em Soninha e usem o próximo debate para mostrarem seu programa de governo.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

O velho Casão

A revista "Diário Dez!", publicada ao domingos com o jornal "Diário de São Paulo" trouxe esta semana uma entrevista com o ex-jogador Casagrande. Muito boa reportagem de Gilvan Ribeiro.

O jornalista não precisou usar o sensacionalismo para contar o drama que Casagrande passa. O "Casão" está internado a quase um ano em uma clinica de recuperação por causa do uso de drogas.

Sempre fui um admirador do seu futebol, mesmo quando ele jogava no rival Corinthians. "Casão" teve uma passagem apagada pelo São Paulo, mas nem isso me fez perder essa admiração. Não era novidade para ninguém, pelos menos eu sabia há algum tempo, que ele era usuário de cocaína.

É bom ver que ele aceitou essa oportunidade que a vida lhe deu e está se curando. Que o velho "Casão" se torne um exemplo para essa juventude que pensa que usar drogas só de fim de semana não pega nada.

A decadência do basquete nacional

A bagunça que se instalou no basquete brasileiro nos últimos anos fez com que pela terceira vez a seleção masculina fique de fora de mais uma Olimpíada. A última participação foi em Atlanta, em 1996.

Os descasos e ditaduras dos comandantes da CBB (Confederação Brasileira de Basquete), os péssimos campeonatos e a briga entre a velha guarda e a nova guarda foram somente o fio-da-meada do fim desde filme.

E olha que falta de talento não foi. O Brasil tem três jogadores que são astros na NBA --Nenê (Denver), Anderson Varejão (Cleveland) e Leandrinho (Phoenix). Mas a vaidade falou mais alto e todos pediram dispensa da seleção alegando lesões.

Na geração "Oscar", os jogadores encaravam como uma honra vestir a camisa verde-amarela. Hoje, a maioria só pensa no lado comercial e na sua imagem.

A seleção dos Estados Unidos deveria servir de exemplo para Nenê, Varejão e Leandrinho. Nos últimos anos os norte-americanos perderam a hegemonia no basquete, mas nem isso fez com que os grandes astros da NBA recusassem representar o país.

Saudades da garra de Oscar e cia.

terça-feira, 22 de julho de 2008

A magia do circo ainda sobrevive

No domingo fui ao circo. Não me recordo quando foi a última vez, mas sei que faz muito, mas muito, tempo mesmo. Acho que foi com a minha avó. Passam-se anos e a magia do circo ainda atrai e diverte, não só crianças, como adultos também.

Com todas as opções de passeios que existem hoje em dia --parques temáticos, jogos eletrônicos, etc...-- os palhaços ainda conseguem arrancar gargalhadas das crianças.

Numa das minhas idas ao quiosque para comprar pipoca e refrigerante pude observar como funciona a estrutura de um circo. A moça que me serviu a pipoca era a mesma que minutos depois estava fazendo acrobacias lá no alto segura apenas pelos cabelos. Cada um dos artistas tem uma segunda função quando não está no picadeiro.

Deve ser duro a vida de quem "vive" do circo, mas com certeza deve ser muito gratificante ver aqueles sorrisos nos rostinhos da criançada depois de uma apresentação.

Pena que os únicos animais eram um elefante velho e um chimpanzé, que atraíram a atenção das crianças durante o intervalo. Uma lei em São Paulo proíbe os circos de utilizarem bichos durante os espetáculos.

Mas mesmo assim foi um grande passeio.

O circo em questão é o Moscou, que está atrás do shopping Interlagos. Uma boa opção de passeio para crianças que nunca viram trapezistas, malabaristas...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Vai uma pizza?


Nas duas últimas semanas os desdobramentos da Operação Satiagraha da Polícia Federal, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o megadoleiro Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Piita --todos já soltos pela Justiça--, têm deixado muita gente em Brasília em alerta.

A saída do delegado Protógenes Queiroz, que comandou a operação, das investigações do caso deixou uma grande interrogação no ar: quem mandou afastar o delegado e por qual interesse?

Nos bastidores dizem que muito peixe graúdo do governo Lula tem rabo preso com ex-dono da BrT (Brasil Telecom), comprada pela Oi depois de intensas negociações com ajuda de assessores do presidente.

Reportagem da revista "Veja" desta semana traz os 20 escândalos do governo FHC e Lula no qual Daniel Dantas está envolvido. Lá dá para ser ter uma idéia de como não interessa a ninguém a prisão do banqueiro.

Até o próprio presidente confidenciou que houve abuso na Operação Satiagraha. Logo ele que é um ferrenho defensor dessas cinematográficas ações da PF.

Os episódios do prende-solta-prende-solta de Dantas e o afastamento do delegado Protógenes já são ingredientes para mais um pizza preparada nos fornos de Brasília.

Uma pergunta: cadê a oposição? Alguém sabe, alguém viu?

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Em dívida

As duas últimass semanas foram bem complicadas por conta de alguns imprevistos que aconteceram na redação. POr isso não pude atualizar o blog neste período. Peço desculpas aos meus fiéis leitores e a partir desta terça-feira prometo retomar as atividades.