quarta-feira, 11 de março de 2009

A perfeita simetria



Ontem fui ao show do Keane no Credicard Hall, em São Paulo. Foi uma boa noite de rock’n’roll. Abaixo reproduzo o texto que publiquei hoje da Folha Online.

MÁRCIO DINIZ
da Folha Online

Os britânicos do Keane mostraram na noite desta terça-feira (10), em São Paulo, que as comparações com seus conterrâneos do Coldplay e do Travis ficaram definitivamente no passado. Foi o primeiro show da banda na pequena turnê brasileira, que passará ainda por Belo Horizonte e Rio.

Em perfeita simetria com o público que lotou o Credicard Hall (região sul da capital paulista), Tom Chaplin, Tim Rice-Oxley e Richard Hughes provaram que é possível uma banda se reinventar de um disco para outro, manter seu público fiel e ainda fazer rock sem guitarra.

Em pouco mais de 1h30 de show, o Keane tocou música dos seus três discos --"Hope and Fears" (2004), "Under the Iron Sea" (2007) e "Perfect Symmetry" (2008)-- e uma cover do Queen, "Under Pressure".

O show começou com "The Lovers Are Losing", do mais recente álbum. Embalado pela empolgação da público, o vocalista Tom Chaplin arriscou diversas frases em português. "Esqueçam seus problemas esta noite e divirtam-se", disse Tom, antes dos primeiros acordes da segunda música, o hit "Everybody's Changing".

Algumas fãs ainda levaram cartazes e balões para homenagear Tom Chaplin, que completou 30 anos no último domingo.

Mesclando músicas dos três álbuns, os rapazes do Keane esbanjaram energia no palco e muitos "obrigados" e "vocês são maravilhosos" para o público, que cantou todas as 20 músicas do repertório. Antes de "Sunshine", uma da três apresentadas em formato acústico, Tom recebeu uma bandeira do Brasil e disse: "Vocês são o coração do mundo", falando sobre a receptividade do público brasileiro.

O show terminou com os hits "Is it Any Wonder?" e "Bedshaped". Realmente o público atendeu ao pedido do vocalista Tom Chaplin e deixou o Credicard Hall feliz, embalado por uma boa noite de rock'n'roll.

O grupo toca nesta quinta-feira (12) em Belo Horizonte (MG), no Chevrolet Hall, e na sexta-feira (13) no Rio de Janeiro (RJ), no Citibank Hall.

Abaixo, o set list do show em São Paulo:

"The Lovers Are Losing"
"Everybody's Changing"
"Bend and Break"
"Nothing in My Way"
"Again and Again "
"Atlantic"
"This Is the Last Time"
"Spiralling"
"Playing Along" (solo)
"Try Again" (acústico)
"Sunshine" (acústico)
"You Haven't Told Me Anything"
"Leaving So Soon?"
"You Don't See Me"
"Perfect Symmetry"
"Somewhere Only We Know"
"Crystal Ball"
"Under Pressure"
"Is it Any Wonder?"
"Bedshaped"

segunda-feira, 9 de março de 2009

Rumo ao Peru

Hoje comecei a pesquisa para elaborar o roteiro das minhas próximas férias. A ideia inicial é ir de ônibus até Santiago, no Chile, e de lá seguir para Macchu Picchu, no Peru.

Estou buscando em páginas de mochileiros e também dicas de quem já fez essa viagem. O problema maior acredito que seja elaborar o percurso entre Chile e Peru. Já me chamaram de xarope pelo simples fato de querer ir de ônibus, mas este é um sonho que tenho a um certo tempo.

Por diversas vezes e inúmeros fatores sempre fui adiando esta viagem. Acredito que agora seja o momento certo da minha vida para realizar esta aventura. Poderia inumerar vários motivos, mas apenas um resume este momento: amadurecimento.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Dica de exposição em São Paulo



Quem gosta de fotografia não pode perder a exposição Coleção Pirelli/MASP, que reúne 80 imagens de 24 fotógrafos brasileiros e estrangeiros que trabalham no Brasil.

O fotógrafo documentarista André François terá uma sala especial dedicada ao seu trabalho na área da saúde (foto acima).

A exposição será aberta ao público na próxima quinta-feira. Vale a pena dar uma conferida nos trabalhos. Os ingressos custam de R$ 7 a R$ 15. Às terças-feiras a entrada é gratuita. Mais informações: (11) 3251-5644.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Mulheres & Cachaça


Recebi um e-mail hoje com a seguinte sugestão de pauta: "Mulheres & a Cachaça de Alambique: acabando com o preconceito".

Já não é novidade que as mulheres, principalmente as das cidades do interior, gostam de uma pinguinha.

Em Juiz de Fora, Belo Horizonte, Aracaju e Fortaleza --cidades que estive neste ano--, é comum ver grupos de mulheres nas mesas de bares degustando uma branquinha ou amarelinha.

Engana-se quem pensa que elas ficam "facinhas" com duas doses. Já vi muito marmanjo passar vergonha na brincadeira do vira com uma mulher.

Também gosto de uma boa cachaça, mas não sou um conhecedor nato. Sempre que vou para Serra Negra costumo por em dia minha degustação alcoólica de Boazinhas, Seletas, Coloniais e afins da adega do meu amigo Valdir.

Recentemente provei a Anísio Santiago na casa de um amigo. A melhor cachaça que já provei. Uma garrafa custa em média cerca de R$ 500.

terça-feira, 3 de março de 2009

A imprudência no trânsito

Ontem uma das reportagens de abertura do "Jornal Nacional" foi sobre um acidente envolvendo um carro e três motos no elevado do Joá, na zona sul do Rio de Janeiro.

A reportagem levanta a seguinte questão: o aumento de veículos nas ruas.

Acredito que a questão a ser levantada seja outra: a falta de preparo do motociclista.

Este acidente foi uma fatalidade, mas muitos outros que ocorrem, principalmente em São Paulo, por imprudência dos motociclistas. Isto para não dizer outra coisa.

A realidade é que eles se acham os donos das ruas e que podem fazer o que bem entender no trânsito.

Por dia, morreram ao menos dois motociclistas na cidade.

Para comprovar o que disse acima é só pegar a 23 de Maio em qualquer hora do dia.

Você não pode mudar de faixa que está arriscado perder o retrovisor ou ter a porta do carro amassada. Sem contar as fechadas, que são constantes.

Pelo Código Nacional de Trânsito é proibido trafegar entre as faixas de rolagem.

Não precisa de nenhuma lei ou medida, como a tal da Lei-Seca.

É só cumprir o que já está no Código. Mas como boa parte das leis no Brasil é desrespeitada, continuaremos a presenciar cenas como esta todos os dias.

Esse tal de destino

Até pouco tempo atrás não acreditava muito neste lance de "destino". Já cansei de ouvir por diversas vezes coisas do tipo: "isso é obra do destino", "são coisas do destino", "não era para ser", "nada acontece por acaso", e por aí vai.

Só que um fato que ocorreu na semana antes do Carnaval me fez começar a acreditar em algumas situações que envolva esse tal de "destino".

No ano passado estava querendo mudar de cidade (olha o assunto aí novamente). Tentei uma vaga em alguns jornais, TVs e rádios de Juiz de Fora. Só que nada. Queria muito mudar, mas sem um emprego já engatilhado ficaria difícil largar tudo e arriscar algo.

Cheguei a sondar onde trabalho se conseguia uma vaga em Belo Horizonte ou Rio. Nada.

E não é que agora, exatamente um ano depois, abriu uma vaga para correspondente em BH e uma das empresas que eu havia enviado currículo me ligou ontem para saber se eu ainda tinha interesse em trabalhar na capital mineira.

Passei parte do Carnaval pensando na possibilidade de aceitar o convite. Só que algumas coisas pesaram na balança e vi que ainda não era este o momento de largar tudo aqui em São Paulo.

Não foi por medo do novo, e sim por compromissos assumidos. E em tempos de crise é bom pensar muito bem antes de fazer qualquer coisa.

Mais uma vez esse tal de destino esbarrou na minha vida e exigiu uma resposta rápida. Tomei a que julguei ser a mais certa para o momento.

Vou esperar para ver qual será meu próximo encontro com ele. Espero que seja muito em breve.

segunda-feira, 2 de março de 2009

"Voltar, Nem Pensar"

Quem nunca teve a vontade de largar tudo e começar uma nova vida em uma outra cidade, outro Estado ou país. Não falo em mudar de casa simplesmente, e sim de vida. Nova cultura, novos amigos, novo emprego.

Não é segredo de ninguém, nem da minha família e amigos, que tenho um sonho de morar fora de São Paulo.

Digo isto porque estou lendo "Voltar, Nem Pensar", de Martin Kirby, e o assunto me veio à cabeça novamente.

Já estive bem perto no começo do ano passado de sair de São Paulo. Nesta mesma época do ano quase fui parar em Juiz de Fora, em Minas Gerais. Só que por questões profissionais isso acabou não ocorrendo. Foi por pouco.

Martin Kirby era editor do "Eastern Daily Press", um jornal de Norfolk, na Inglaterra. Tinha uma vida sólida, tinha um bom salário e uma posição profissional respeitável. Só que a rotina do trabalho impedia-o de conviver mais com a família.

Ele e a família largaram tudo na Inglaterra e fora viver em um sítio no interior da Catalunha, na Espanha. Uma decisão difícil, arriscada e louca para alguns.

Tenho certeza que quase todos nós já tivemos vontade de fazer isso. Estou quase no fim do livro. Só que não vou contar a história. Assim vai perder a graça.

Se quiserem saber um pouco mais sobre a "Horta da Mamãe", nome do sítio onde Kirby e a família vivem desde 2002, é só acessar: www.mothersgarden.org.

Um adendo: Martin Kirby estava entrando nos 40 quando decidiu mudar sua vida radicalmente.