sábado, 11 de outubro de 2008

A crise chegou

Ao contrário do que pregava o presidente Lula em seus discursos em meados de setembro, a crise financeira chegou ao Brasil e já provoca efeitos na economia do país. Em um mês, o dólar passou de R$ 1,788 para R$ 2,316. Só na semana passada, a Bovespa acumulou perdas de 20%. No ano, o total chega a 44,3% no ano.

O crédito para o consumidor já não é mais tão abundante assim. Os longos prazos nos financiamentos de veículos novos e seminovos já não passam dos 36 meses. Muitos estão exigindo 20% de entrada.

A GM e a FIAT anunciaram férias coletivas e a interrupção na produção de veículos.

Em breve os efeitos da crise chegarão aos bolsos da classe média brasileira. Será que os índices de aprovação ao governo Lula continuaram em alta?

É preciso que o governo tome medidas para a crise não quebrar bancos e financeiras, que deram créditos a torto e a direito pensando exclusivamente nos lucros obtidos com as elevadas taxas de juros.

Ou será que Lula vai continuar apostando que o Brasil está imune à crise?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Fique de olho

A edição desta semana da "Veja São Paulo" trouxe um importante instrumento para quem vai às urnas no próximo domingo escolher os próximos representantes na Câmara Municipal.

A revista avaliou o trabalho de 52 candidatos à reeleição. E como já era de se esperar, a maioria teve um desempenho medíocre.

Entre os sete piores, três são do DEM e dois do PSDB --partidos "aliados" que travam uma batalha à Prefeitura de São Paulo

Os piores pela avaliação da revista são: Roberto Triplo (PV), Milton Leite (DEM), Dalton Silvano (PSDB), Ushitaro Kamia (DEM), Atílio Francisco (PRB), Carlos Apolinário (DEM) e José Rolim (PSDB). Todos tiveram notas abaixo de 5.

Os melhores avaliados foram: Netinho (PSDB) e Paulo Frange (PTB) --ambos obtiveram 9,1 e 8,5 respectivamente.

Vale a pena dar uma conferida.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Gafe imperdoável



No começo do mês recebi um release informando sobre a parceria de uma descolada marca de óculos californiana e um customizador de motos durante o São Paulo Moto Festival, evento que aconteceu em Interlagos.

Até aí, nada demais. No e-mail, um texto e uma foto. Como não estávamos cobrindo o evento, deletei a mensagem. Era mais uma entre as mais de 100 que recebo por dia com sugestões de pauta.

Mas horas depois, a assessoria mandou outro e-mail pedindo para desconsiderar a foto enviada anteriormente. De primeira não percebi nada de errado com a foto.

Fiquei curioso e fui à lixeira resgatar o primeiro e-mail. Como num jogo dos Sete Erros, comecei a procurar o que estava diferente em relação à segunda foto.

O "erro" estava estampado no tanque de uma Harley que seria customizada -a suástica e símbolo da polícia nazista de Adolf Hitler, SS.

Um erro grave para uma assessoria de imprensa, já que colocou o cliente em uma saia-justa.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Tem eleição em São Paulo?

Senão fosse a propaganda gratuita no Rádio e na TV diria que não há eleição para prefeito na maior cidade do país. Nenhum cartaz, faixa ou muro pintando como nas eleições anteriores. Tudo isso graças a uma lei.

Fui um dos críticos ferrenhos da lei "Cidade Limpa", imposta pelo prefeito Gilberto Kassab em São Paulo. Dizia que a cidade ficaria feia sem os luminosos, que perderia o brilho... Ainda tenho algumas restrições, mas reconheço os benefícios que ela trouxe a longo prazo.

Estive em Juiz de Fora no último fim de semana e o que eu vi foram banners, outdoors, faixas e muros pitados em cada esquina da cidade. Uma agressão aos olhos e, principalmente, à cidade.

O taxista não acreditou quando disse que aqui em São Paulo não tem nenhum cartaz ou muro pintado. "Ah! O sr. está brincando!", disse incrédulo. "Essa lei deveria ser aplicada em todo o país", completou.

É, essa lei deveria valer para todo o país. Faço coro...

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Rua Bertioga, 50



Na semana passada recebi uma notícia que partiu meu coração, e creio que de tantos outros amigos. Soube que o casarão 50 da rua Bertioga, na Praça da Árvore, não existe mais. Demorei a digerir o fato. E pela dedicação total das minhas horas livres a um curso on-line, não tive tempo de postar no blog.

O casarão em referência foi por muitos anos a sede da Banda Marcial do Colégio Bilac. Foi lá que eu, e muitos outros, passaram boa parte da sua juventude. Foram quase dez anos para ser exato.

Ainda não sei ao certo o que será construído no local, mas com certeza abrigará um prédio residencial.

Era uma morte anunciada há anos.

Meu último encontro com aquela construção dos anos 40 ou 50 foi na noite do dia 24 de julho deste ano. Foram alguns breves segundos, onde apresentei o casarão à minha futura mulher e filho.

Deixando o Shopping Plaza Sul e seguindo para a rodoviária do Tietê, resolvi passar pela rua Bertioga e mostrar o palco de inúmeras histórias da minha juventude para eles.

Por ironia do destino foi de uma forma nada nobre.

Quando estávamos em um concurso ao qual tinha muitas fanfarras dizíamos que elas deveriam passar pelo palanque de ônibus e com os vidros fechados.

O meu último encontro foi dessa forma.

Derrubaram-se as paredes, mas as histórias e as amizades que lá fiz jamais serão demolidas.

PS - publicarei uma foto do casarão posteriormente. Na imagem acima, desfile da Semana na Pátria, na Vila Mariana.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Minha medalha de ouro

Encontrar tempo para fazer um curso sempre foi um problema que encontrei depois que passei a ser editor na Folha Online. Por diversos fatores sempre procurei assumir compromissos que pudesse cumprir.

Mas esta semana resolvi mudar isso. Ontem começei a participar do 9º Curso Desenvolvimento Humano para Jornalistas da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), com apoio do Instituto Ayrton Senna.

Apesar do curso ser totalmente on-line, encontrar um "tempo livre" vai ser o desafio. Meu blog que o diga.

Isto é só o começo. Na próxima semana, às terças e quintas, começo outro curso. Vamos ver no que vai dar.

Tempo livre para um jornalista é como uma medalha de ouro para um atleta. Eu, pelo menos, procuro ocupar ele com outras atividades que não sejam ligadas a minha profissão. Assim procuro ter uma vida "fora" da redação.

Quando comecei o blog achei que conseguiria escrever todos os dias. Assunto não falta, mas como meu tempo livre é sempre após meu expediente, por isso a pouca atualização. Ainda mais com este segundo semestre atípico.

Agora terei que cultivar e me doutrinar a usar meu "tempo livre" pelas manhãs de outra forma. Uma delas será dividir este tempo entre cursos, blog e afins.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Saindo da mesmice

O debate realizado pela TV Bandeirantes na noite desta quinta-feira com os candidatos à Prefeitura de São Paulo tinha tudo para cair na mesmice senão fosse Soninha Francine.

A candidata do PPS mostrou que é possível fazer um debate de forma inteligente e de alto nível, sem apelar para troca de acusações e ideologias políticas.

Segura e firme sempre que questionada, Soninha mostrou que conhece bem os problemas da cidade e não usou seu tempo para fazer promessas que não poderá cumprir em um eventual governo.

Nem na hora que tentaram usar o fato de ela ter ido ao debate de bicicleta foi suficiente para Soninha entrar no jogo das acusações.

Quem conhece Soninha sabe que ela é uma das defensoras da utilização da bicicleta como meio de transporte.

Marta Suplicy, Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab preferiram seguir a chatice que este tipos de programas oferecem ao eleitor e seguiram a risca o roteiro preparado por seus staffs. Atacar o adversário e culpar administrações passadas pelos problemas da cidade. Já Paulo Maluf, preferiu seguir a linha "Lula, paz e amor".

Os outros candidatos participantes do debate Ivan Valente (PSOL), Ciro Moura (PTC) e Renato Reichmann (PMN) foram meros figurantes.

Espero que os demais postulantes ao prédio do Banespinha se espelhem em Soninha e usem o próximo debate para mostrarem seu programa de governo.