Está em discussão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado uma proposta que impede a candidatura de políticos com "ficha suja". A votação que seria realizada ontem foi adia para a próxima terça-feira.
Paralelamente, o STF (Supremo Tribunal Federal) julga uma liminar que autoriza a divulgação pelos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais) dos nomes dos candidatos com "ficha suja".
Não vou entrar no mérito da legalidade dessas medidas, pois a Constituição Federal prevê a inocência de qualquer pessoa até o julgamento e o amplo direito de defesa do réu.
Mas uma coisa é preciso fazer para que casos como do ex-prefeito da mineira Juiz de Fora não se repitam. Alberto Bejani foi flagrado recebendo propina do dono de uma das empresas que prestam serviço de transporte na cidade e acabou preso. As imagens correram o país no mês passado.
Em abril, durante uma operação da PF foram apreendidos R$ 1,12 milhão em espécie na casa de Bejani.
Esse caso é apenas um dentro os milhares que já foram noticiados e entre outros que devem ocorrer por este país a fora.
Sou a favor da publicação da lista dos candidatos com "ficha suja" e da relação de bens dos mesmo ao assumirem um cargo público. Isso não impede a corrupção mas já é um bom começo.
PS - quero deixar aqui a minha solidariedade para com meu amigo Mário Sérgio. Fecha-se uma porta agora. Outra se abrirá na frente.
quinta-feira, 3 de julho de 2008
O começo do fim

A libertação da política franco-colombiana Ingrid Betancourt (foto) nesta quarta-feira pelo Exército colombiano é um duro golpe nas atividades das Farc e que pode resultar no fim da milícia terrorista.
Ingrid Betancourt estava há seis anos em poder dos guerrilheiros. Ela foi seqüestrada durante a campanha à Presidência da Colômbia em 2002.
Como um bom mineiro, Álvaro Uribe agiu na surdina. A ação foi uma vitória pessoal do presidente colombiano sobre o venezuelano Hugo Chávez, que tem a pretensão de ser o líder da América do Sul e que chegou a negociar com as Farc.
A Colômbia já havia "controlado" os cartéis do narcotráfico, mas ainda convive com ações de guerrilheiros que levam medo e terror a população de regiões pobres do país.
Estimativas apontam que a guerrilha das Farc ainda mantém em seu poder cerca de 800 reféns, mas aos poucos o grupo vai se desmantelando com a perda de apoio da população, deserções e mortes de seus principais líderes.
No Brasil, parte dos radicais do PT já demonstrou simpatia pelo grupo terrorista, que pretendia abrir um escritório político em Brasília.
terça-feira, 1 de julho de 2008
A lei seca
Uma medida radical adotada pelo governo federal está dividindo a opinião pública e provocando muitas desinformações.
No último dia 19 o presidente Lula sancionou a chamada lei seca, que prevê maior rigor contra o motorista que ingerir bebidas alcoólicas. O objetivo principal é acabar com as mortes nas estradas.
A medida é autoritária e demostra a ineficiência dos nossos governantes em aplicar as leis já existentes. Não que eu não seja a favor de uma maior rigidez na fiscalização nas estradas e nas cidades. Mas é pura ilusão achar que a lei seca vai acabar com as mortes provocadas por motoristas alcoolizados.
Sou a favor de que um motorista tenha a sua habilitação suspensa se for pego embriagado. Agora querer punir com prisão quem bebe alguns copos de cerveja ou taças de vinhos é um absurdo.
Antes da lei seca não se via blitzes com bafômetros em regiões de bares ou estradas. Enquanto o assunto estiver em evidência na mídia muitos serão pegos como bodes- expiatórios. Na hora que baixar a poeira vai ter muito policial com o bolso cheio de $$$ por causa da propina.
São Paulo tem hoje mais de 6 milhões de veículos e apenas 15 bafômetros. Se realmente alguém estivesse interessado em diminuir o número de mortes no trânsito era só cumprir as leis já existentes e que prevêem punições severas.
Costumo utilizar muito a via Dutra e a BR-393 e é comum ver caminhões e carros sem o mínimo de condições de uso trafegando livremente sem serem incomodados pela polícia. Muitos se envolvem em acidentes e não sofrem punições.
A própria lei incentiva o consumo do álcool ao permitir a venda de bebidas em bares e restaurantes nas estradas. Se querem acabar com a violência no trânsito é preciso de medidas sérias e sem apelos eleitoreiros.
No último dia 19 o presidente Lula sancionou a chamada lei seca, que prevê maior rigor contra o motorista que ingerir bebidas alcoólicas. O objetivo principal é acabar com as mortes nas estradas.
A medida é autoritária e demostra a ineficiência dos nossos governantes em aplicar as leis já existentes. Não que eu não seja a favor de uma maior rigidez na fiscalização nas estradas e nas cidades. Mas é pura ilusão achar que a lei seca vai acabar com as mortes provocadas por motoristas alcoolizados.
Sou a favor de que um motorista tenha a sua habilitação suspensa se for pego embriagado. Agora querer punir com prisão quem bebe alguns copos de cerveja ou taças de vinhos é um absurdo.
Antes da lei seca não se via blitzes com bafômetros em regiões de bares ou estradas. Enquanto o assunto estiver em evidência na mídia muitos serão pegos como bodes- expiatórios. Na hora que baixar a poeira vai ter muito policial com o bolso cheio de $$$ por causa da propina.
São Paulo tem hoje mais de 6 milhões de veículos e apenas 15 bafômetros. Se realmente alguém estivesse interessado em diminuir o número de mortes no trânsito era só cumprir as leis já existentes e que prevêem punições severas.
Costumo utilizar muito a via Dutra e a BR-393 e é comum ver caminhões e carros sem o mínimo de condições de uso trafegando livremente sem serem incomodados pela polícia. Muitos se envolvem em acidentes e não sofrem punições.
A própria lei incentiva o consumo do álcool ao permitir a venda de bebidas em bares e restaurantes nas estradas. Se querem acabar com a violência no trânsito é preciso de medidas sérias e sem apelos eleitoreiros.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Bem-vindo de volta
Voltei hoje das merecidas férias e com as baterias recarregadas para mais 365 dias. Principalmente para este segundo semestre que será agitado por dois grandes eventos --Olimpíadas e Eleições.
Estes 34 dias passaram rápidos, mas muita coisa aconteceu neste período. Umas boas e outras não tanto assim. Irei abordar algumas no blog posteriormente.
Neste período de "sombra e água fresca" me despluguei do mundo virtual. Era uma meta tentar viver este período sem a internet. Confesso que em algumas vezes tive "tremedeira" e não resisti à algumas recaídas, mas não chegaram a completar os dedos das duas mãos.
Não me desliguei das notícias por completo, pois isso é uma coisa impossível. Mas consegui ter uma vida "saudável" neste período.
Mas confesso que senti um pouco de falta dessa dose "viciante" que é o ambiente de uma redação. Só Freud para explicar.
Agora deixa eu olhar os mais de 2.500 e-mails que recebi neste período. Muitos vão para a lixeira sem pestanejar, mas algumas sugestões de pautas podem render alguns frutos.
Estes 34 dias passaram rápidos, mas muita coisa aconteceu neste período. Umas boas e outras não tanto assim. Irei abordar algumas no blog posteriormente.
Neste período de "sombra e água fresca" me despluguei do mundo virtual. Era uma meta tentar viver este período sem a internet. Confesso que em algumas vezes tive "tremedeira" e não resisti à algumas recaídas, mas não chegaram a completar os dedos das duas mãos.
Não me desliguei das notícias por completo, pois isso é uma coisa impossível. Mas consegui ter uma vida "saudável" neste período.
Mas confesso que senti um pouco de falta dessa dose "viciante" que é o ambiente de uma redação. Só Freud para explicar.
Agora deixa eu olhar os mais de 2.500 e-mails que recebi neste período. Muitos vão para a lixeira sem pestanejar, mas algumas sugestões de pautas podem render alguns frutos.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Mais fotos de Interlagos
Na lona

Erramos -- Diferentemente do publicado no post "De gol em gol" (15 de Maio de 2008), nem São Paulo e nem Santos fazem a semifinal da Libertadores no próximo dia 28, e sim Fluminense e Boca Juniros.
A prática do bom jornalismo ensina ao bom jornalista a reconhecer seu erro. Por isso o parágrafo acima.
Ainda estou nocauteado com a eliminação do Tricolor do Morumbi. "De gol em gol", estávamos com quase os dois pés na semifinal, mas aos 47 minutos do segundo tempo Washington soltou um jab certeiro de direta e nocauteou o rival paulista (foto de Rafael Andrade, da Folha).
Xinguei, esmurrei a mesa e fui para a casa com a cabeça inchada. Mas hoje, analisando friamente, reconheço que era o máximo que o São Paulo podia fazer. Um time muito limitado no meio-campo e que jogava exclusivamente em função de um único jogador: O Imperador.
Nunca vi o São Paulo ter este esquema de jogo. O que a fama de time que “recupera jogador” e contratações infelizes não fazem.
Já o Fluminense, contou com a famosa sorte de time "campeão". Será? O time carioca terá uma para indigesta pela frente na semifinal. O "meia" Boca, como andavam dizendo alguns entendidos pelo fraco futebol apresentado pelo time argentino nas fases anteriores da Libertadores, mostrou que é uma equipe extremamente competente na quarta-feira ao massacrar o Atlas do México na casa do rival.
Na outra semifinal se encontra América do México, time do "gorducho" Cabañas, e a LDU do Equador.
Infelizmente estarei como espectador. Só resta o Brasileiro.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
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